A fertilização in vitro é um dos procedimentos mais procurados por casais que enfrentam dificuldades para engravidar. Porém, uma dúvida comum é: os planos de saúde são obrigados a cobrir a fertilização in vitro?

Embora não esteja entre os procedimentos obrigatórios listados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), decisões judiciais têm favorecido pacientes em determinadas situações. Neste artigo, vamos explorar o que diz a legislação, a jurisprudência, e como garantir judicialmente esse direito.

A Legislação Brasileira Sobre a Cobertura de Fertilização in Vitro

O Que Diz a ANS?

No Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é responsável por regulamentar os serviços cobertos pelos planos de saúde. Atualmente, a Lei nº 9.656/1998 estabelece que os planos de saúde não são obrigados a cobrir procedimentos de inseminação artificial, incluindo a fertilização in vitro.

Essa ausência na lista de procedimentos obrigatórios gera dúvidas e dificuldades para casais que dependem do tratamento para alcançar a gravidez.

A Infertilidade Como Uma Condição de Saúde

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade é classificada como uma doença. Essa classificação abre precedentes para que pacientes busquem judicialmente a cobertura da fertilização in vitro, argumentando que a negativa do plano de saúde compromete o direito à saúde e à constituição familiar, ambos protegidos pela Constituição Federal.

Garantia Judicial da Fertilização In Vitro

Embora a legislação não exija a cobertura obrigatória, os tribunais brasileiros têm cada vez mais reconhecido a abusividade da negativa de cobertura em casos específicos.

Quando a Justiça Pode Obrigar a Cobertura?

A Justiça pode determinar que o plano de saúde cubra a fertilização in vitro nos seguintes casos:

  • Quando há laudos médicos comprovando que a fertilização in vitro é a única alternativa viável para tratar a infertilidade.
  • Se a infertilidade for diagnosticada como uma condição de saúde grave.
  • Quando a negativa do plano de saúde for considerada uma prática abusiva, conforme o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990).

Decisões Favoráveis nos Tribunais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que a negativa de cobertura pode ser abusiva, especialmente quando o procedimento é indispensável para o casal. Nesses casos, os juízes consideram princípios como:

  • Direito à saúde.
  • Direito à paternidade/maternidade.

Esses direitos fundamentais têm sido usados como base para decisões judiciais que garantem a cobertura da fertilização in vitro, reforçando a proteção aos consumidores de planos de saúde.

Como Ingressar na Justiça para Garantir a Cobertura

Documentos Necessários

Para ingressar com uma ação judicial e buscar a cobertura da fertilização in vitro, é essencial reunir:

  • Laudos médicos que comprovem a infertilidade e a necessidade do tratamento.
  • Exames e pareceres médicos que indiquem a fertilização in vitro como a única alternativa.
  • Documentos que demonstrem o impacto da infertilidade na saúde e bem-estar do casal.

Fundamentação Jurídica

A defesa do caso pode ser baseada em:

  • Código de Defesa do Consumidor: que protege o consumidor de práticas abusivas.
  • Precedentes judiciais: decisões anteriores que reconhecem a abusividade da negativa em situações similares.

Além disso, é importante contar com um advogado especializado, que possa apresentar todos os argumentos relevantes e garantir o máximo de chances de sucesso no processo.

Como o Escritório Natália Soriani Advocacia Pode Ajudar

Se você está enfrentando dificuldades com a negativa de cobertura para fertilização in vitro, o Natália Soriani Advocacia possui ampla experiência em ações contra planos de saúde. Nossa equipe está pronta para auxiliar na defesa dos seus direitos, garantindo que você tenha o suporte necessário para realizar o sonho de ter filhos.

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Conclusão

A fertilização in vitro é um procedimento essencial para muitos casais, mas sua cobertura pelos planos de saúde ainda depende, em grande parte, de decisões judiciais. Com a orientação certa e argumentos bem fundamentados, é possível reverter negativas abusivas e garantir o acesso ao tratamento.

Não permita que uma negativa comprometa o seu sonho. Procure apoio especializado e lute pelos seus direitos!

Natália Soriani
Plano de saúde
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